domingo, dezembro 13
sábado, dezembro 12
terça-feira, dezembro 8
Dos pais fortes e elásticos
Os pais devem ser fortes e elásticos…
Fortes, fortaleza, muro que protege,
Fortes, consistentes, maré com hora certa.
Fortes, carinhosos, fogueira acesa no Inverno
Fortes, segurança, amarras de barco na praia
Fortes, certos, luz de presença.
Elásticos, flexíveis, pasta moldável
Elásticos, versáteis, história refeita
Elásticos resistentes, camisola reversível
Elásticos, moldáveis, recuos na intensidade
Elásticos, dobráveis, origamis mágicos
Dos pais fortes e elásticos se faz a vida dos filhos fortes e elásticos, das famílias fortes e elásticas.
Piaget e a vida
Estou para aqui a pensar que realmente Jean Piaget tinha razão em muita coisa... mesmo se o lermos filosoficamente.
Tudo na vida se equilibra num qualquer momento. Andamos por vezes um pouco sem norte a tentar assimilar o que vem de fora. Desorientamo-nos, inquietamo-nos, confundimo-nos na tentativa de interiorizar o que a vida nos coloca no caminho.
Tudo na vida se equilibra num qualquer momento. Andamos por vezes um pouco sem norte a tentar assimilar o que vem de fora. Desorientamo-nos, inquietamo-nos, confundimo-nos na tentativa de interiorizar o que a vida nos coloca no caminho.
A seu tempo e com tempo as vivências e os momentos vão-se incorporando, interiorizando em sentimentos pensamentos e emoções. De toda essa assimilação ficamos acomodados, não no sentido literal da palavra mas no sentido do conforto, da serenidade e do sentido de futuro. No sentido de novas assimilações, novas procuras e inquietações. Entre assimilar e acomodar surge o equilíbrio. Aquele momento em que somos nós mesmos e a paz de estar connosco se revela. Momento fugaz, porém, pois é natureza do ser humano não ficar parado.
Mas a vida é isso mesmo. Feita de desequilíbrios de assimilação e desequilíbrios de acomodação, na procura da equilibração.
O homem era um génio...
domingo, dezembro 6
sexta-feira, dezembro 4
bola de sabão
bola de sabão
desejo antigo
crescer suave
na medida do sopro do afecto
ao ritmo do coração
e solta-se
e voa
e vai
e brilha ténue na luz de Outono
e reflecte o teu olhar
a tua mão
que baixou e deixou ir a bola de sabão.
Foto (Catarina Melo, 16 anos)
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